segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

A vida dá voltas

                Boa noite pessoas. Hoje, decidi postar algo um pouco diferente do meu tradicional. É um texto criado por mim mesma, e ele faz relação do movimento do Romantismo no final do século  XVIII, na Europa, com o filme “500 dias com ela”. Espero que gostem. Boa Leitura.
                                                 
                                                     A vida dá voltas
“Summer- Não me sinto a vontade para namorar alguém
Tom- E se você se apaixonar?
Summer- Paixão não existe isso é fantasia.” (500 Dias com Ela)
                Nos dias atuais muito se associa a Era do Romantismo, ao romântico de flores, chocolates e namorado, mas não é bem assim. O romântico quando entendido pela arte é na verdade a emoção que toma conta da razão. No filme temos isso representado através dos personagens principais. Tom é formado em Arquitetura, porém trabalha em uma empresa escrevendo cartões. Durante uma reunião ele conhece Summer, a assistente de seu chefe.
                Quando se fala na Era romântica podemos lembrar diretamente de amores platônicos, em que a pessoa amada parece inalcançável. Assim, como logo no momento em que Tom conheceu Summer e seus companheiros de trabalho o falaram que ela não daria moral a ninguém, nem nada do tipo. Com esses comentários ele desistiu de até mesmo tentar uma aproximação, mas enquanto ele estava no elevador ouvindo música, ela reconheceu o som e começaram a conversar.
                A partir daí ele começa a viver momentos românticos e diversificados com Summer. Para ele havia um problema, ele provavelmente se apaixonaria, e ela já havia dito que não queria namorar e não queria ninguém. E assim o filme segue, até que um dia ela decide deixa-lo, depois de várias lembranças que para ele eram apenas boas. Mas após ouvir conselhos de sua irmã mais nova que age como sua consciência interior* e o faz perceber que nem tudo que viviam era tão lindo. A vontade de estar ao lado dela acabou o cegando. Então ele nota que as coisas realmente mudaram. E a partir dali, apesar do sofrimento ele também deve mudar.
                Observa-se mais um detalhe sobre o Romantismo. Quando se fala de romântico uma das coisas que mais lembramos é de um final feliz em que o casal principal do filme, livro, contos acabam eternamente juntos. Só que trazendo isso para a realidade temos acontecimentos diferentes na maioria das vezes. E para surpresa de todos que esperavam ansiosamente a alegria dos dois no final, vemos que o mundo deu voltas. Summer que antes não queria nada com ninguém, e nem acreditava no amor estava casada. E Tom que sonhava em ter um amor verdadeiro agora se encontrava só. E após se encontrarem ele questiona a ela como tinha acontecido aquilo e ouviu a resposta que menos esperava, no seguinte diálogo:
“Summer- É que eu acordei um dia e eu soube.
Tom- Soube o que?
Summer- O que com você eu nunca tive certeza.”
                               E ai, atendendo a expectativa de todos, temos um final de felizes para sempre. Só que diferente do esperado. Ela encontrou seu amor e Tom mudou sua vida. Resolveu exercer arquitetura e em uma entrevista de emprego, conheceu uma mulher que provavelmente mudaria sua história. E aí temos um novo começo.

*Consciência interior é um conceito da Era romântica, em que você “escuta” uma voz que da palpite em sua vida. Conhecida como consciência interior.

AAh... E uma ótima recomendação Áudio-Visual, é esse vídeo aqui :
Título: Why do you let me stay here
Banda: She and Him
Link: Why do you let me stay here
Obs.: Música feita especialmente para o filme 500 Dias com Ela.

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